Ilustração de ação com título ‘Blazing Chrome’ em letras metálicas. Abaixo, personagem humanoide robótico de armadura azul e moicano vermelho luta ao lado de figura loira em armadura laranja disparando arma futurista. Fundo com explosões, inimigos robóticos e cenário caótico.

Blazing Chrome | Um presentão para os velhos de plantão

Blazing Chrome é um jogo de JoyMasher, estúdio brasileiro. Visite seu site e siga-os no X.


Blazing Chrome é uma homenagem ao clássico Contra e seu estilo run’n’gun. Produzido pela JoyMasher, responsável por outros jogos que referenciam clássicos dos 8 e 16 bits, Blazing Chrome chamou a atenção dos jogadores das antigas logo em seu lançamento. Um atrativo e tanto para os fãs desse estilo pouco contemplado com grandes jogos nos dias de hoje.

Mas, como é jogar Blazing Chrome sem ter as referências desses antigos jogos de décadas passadas? Apesar de conhecer as franquias homenageadas por Blazing Chrome, não joguei qualquer uma delas com afinco. Nesta seara, fico limitado a poucas jogatinas de alguma versão de Metal Slug para o primeiro PlayStation e um ou outro experimento de Contra nas locadoras.

Mas agora, com o jogo em mãos, tratei imediatamente de jogá-lo.

Jogando Blazing Chrome

As homenagens não se limitam aos jogos do passado. A história de Blazing Chrome se inspira bastante em Exterminador do Futuro. Em um futuro pós-apocalíptico, o planeta foi tomado pelas máquinas e você faz parte de um grupo de resistência que tenta impedir a extinção da raça humana. Clichê? Sim, total, mas o suficiente para servir de plano de fundo para os tiros, pancadas e bombas desenfreadas do gameplay. E sejamos sinceros, isso é tudo o que queríamos.

O jogo não tem muita firula. Escolha seu personagem, a dificuldade e saia atirando pelas fases. Pelo caminho, uma horda de robôs assassinos e alguns chefões alienígenas te esperam. Os alienígenas, aliás, num jogo tão disposto a homenagens, são bem inspirados na franquia Alien.

Pixel art mostrando cenário industrial vermelho com plataformas metálicas. Dois personagens na plataforma inferior atacam: um dispara arma e outro usa golpe com arco verde. Inimigo robótico azul atira da plataforma superior.
Mundo destruído

Claro, um jogo do estilo prezaria pela dificuldade que é marca registrada de seus predecessores. Tenha em mente que você repetirá várias vezes alguns trechos. Sobretudo, os chefões, momentos em que você precisa entender e, em alguns casos, memorizar certas sequências para finalmente derrotá-los. Eu, que não sou nenhum pro-player, encontrei muita dificuldade em certos lugares.

Mas não é nada que um pouco de persistência não resolva. Há, também, algumas ajudas. Por exemplo, ao perder todas as vidas, você volta ao último checkpoint e não ao início da fase, o que é uma grande mão na roda.

Justa miscelânea

Apesar da dificuldade nas fases, o controle é simples. Você corre e atira em todas as direções. Em alguns pontos você se dependura em objetos no cenário ou anda em veículos em movimento. Tudo isso torna maiores as possibilidades de como se jogar. Há objetos escondidos em cantinhos dos cenários, plataformas com diversas armadilhas e uma infinidade de inimigos querendo o seu fim.

Em alguns momentos você pode utilizar um poderoso mecha que destrói com facilidade algumas estruturas e oblitera os inimigos. Mas fique atento, se for destruído, trate de se ejetar rapidamente ou exploda junto com sua outrora poderosa máquina.

Cena em pixel art com personagem armado diante de criatura massiva de textura roxa, múltiplos olhos vermelhos e garras grandes. Ambiente orgânico em tons escuros lembra interior de criatura.
Difícil

Visualmente o jogo é bem interessante, com vários filtros disponíveis para ajustar o visual ao seu gosto. Os sons e vozes são deliberadamente abafados e toscos, emulando os sons da época dos cartuchos. A música, por sua vez, embora não tenha uma faixa que se destaque, possui o tom certo para reconstrução do clima dos anos 90.

Em resumo, um presentão para os retrogamers.


Blazing Chrome
JoyMasher, The Arcade Crew

 Ação intensa e desafiadora.
 Visual retrô caprichado.
 Trilha sonora não memorável.

 Blazing Chrome é um tributo sólido aos jogos de ação dos anos 90 e um prato cheio para os acometidos pela nostalgia crônica, ainda que não alcance perfeição em todos os aspectos.

Jogado no Xbox One.

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