Ao terminar de jogar Edge of Reality pela primeira vez, fiquei com um misto de sensações contraditórias. Primeiro é preciso dizer que o jogo é bem curto. E, normalmente, jogos curtos do gênero tendem a ter a história contada de forma apressada, com muito a ser dito em pouco tempo. Edge of Reality tem um pouco dessa característica. As tramas vão sendo lançadas sobre o jogador sem cerimônias. No entanto, nesse caso, tudo parece ter sido pensado para caber no tempo correto, de modo que a narrativa flui sem grandes sobressaltos.
Jogando e apreciando
A partir da segunda jogada, relaxei um pouco com relação às questões de duração e passei a apreciar os detalhes da história. Em Edge of Reality, acompanhamos Dan, proprietário de uma loja de antiguidades, a “profissão mais aborrecida do mundo”. Em um dia sem emoção como qualquer outro, uma mulher entra e oferece à loja uma estranha joia sem nenhum custo. Ao aceitar a oferta, os dias de Dan se tornaram mais emocionantes, sobretudo quando perde a posse do objeto para um misterioso comprador.

É quando a mulher que ofereceu a joia no início da história retorna desesperada tentando reavê-la. Segue-se então uma sequência de investigações e buscas de ambos para entender os mistérios em torno do objeto e seu comprador. Para isso, o jogo oferece um mapa com alguns pontos de interesse para a dupla de investigadores amadores. Você pode buscar respostas na delegacia de polícia, museu, hotel, estação de trem e na floresta ao redor da cidade.
Nesses locais, outros personagens vão surgindo, oferecendo pistas que levarão ao desfecho da história. A ordem escolhida para a visita desses locais e as possibilidades de escolha nos diálogos é que determinarão qual final será realizado. Aliás, o jogo caminha por caminhos interessantes do sobrenatural e psique humana, suscitando curiosidades no jogador.
Outros pontos
O visual dos personagens de Edge of Reality é bem interessante, enveredando por uma estética que combina com a trama e seu estilo. Quanto aos cenários, eles variam do bonito, como a loja de antiguidades, até o pouco inspirado, como a delegacia de polícia. Limitam-se também a um ou dois ambientes para cada local. No fim, cumprem seu papel, mas estão longe de colocar Edge of Reality no hall dos mais bonitos do gênero. Já a parte sonora se destaca. As músicas são muito boas e criam de forma competente a atmosfera de suspense da história.

Em resumo, Edge of Reality é um bom jogo, com uma atmosfera interessante e história que prende a atenção. Sua curta duração, que impede alguns aprofundamentos, pode ser considerado um ponto negativo para parcela dos jogadores. Apesar de recomendado, eu o vejo como um jogo de nicho dentro do nicho.
Edge of Reality
Moon Eclipse, Phoenix_co
A narrativa é envolvente, explorando elementos de mistério e sobrenatural.
A trilha sonora, que cria uma atmosfera de suspense.
A curta duração limita o aprofundamento de personagens e cenários, deixando certas tramas e lugares menos desenvolvidos do que poderiam ser.
Edge of Reality entrega uma experiência breve, porém intrigante, que recompensa a atenção aos detalhes e as múltiplas rotas possíveis. É recomendado para quem aprecia mistério em formato compacto.
Jogado no PC via Steam.