Ilustração futurista com personagem de cabelo azul, top curto, shorts amarelos e jaqueta preta, exibindo dois braços mecânicos — um rosa e um metálico. Atrás, robô grande com luzes verdes e explosão circular brilhante. No topo, título ‘GUN CRAZY’ em fonte pixelada.

Gun Crazy | Não pense, apenas atire

Não faça perguntas, apenas atire. Essa é a experiência de Gun Crazy: atirar. Aí reside todo o seu foco. Siga em frente, destruindo hordas de inimigos até encontrar um grande chefe no final de cada fase.

Experiência crua

Não é exagero dizer que Gun Crazy se resume apenas a atirar. O jogo não possui nenhum traço de história. A protagonista sequer possui um nome. Nem o mundo em que estamos dá qualquer tipo de pista do que está se passando. E não para aí. O jogador também não encontra nenhum tipo de opção para personalizar minimamente a jogatina. Não há seleção de dificuldade, opção de quantidade de vidas, roupas alternativas ou armas. Mesmo as diferentes munições conseguidas ao longo das fases são aleatórias. Tutoriais? Para que?

Não sei se se trata de dizer que é um jogo arcade por completo. Tudo o que há em Gun Crazy é tão enxuto que a impressão que passa é de ser um rascunho de algo que não foi.

Visual bonito

Em meio a toda essa escassez, é possível pinçar um bom ponto. O visual de Gun Crazy é bem interessante. Ver as suas capturas de tela nos leva a pensar que se trata de um jogo de escopo maior do que o que encontramos de fato ao jogar. Pixelado e com uma excelente escolha de paleta de cores, (o que eu imagino ser) o futuro apocalíptico ganha contornos charmosos no simples mundo criado. A anônima protagonista tem um visual chamativo e é bem carismática, o que faz desejar que houvesse um pano de fundo adequado para a sua presença naquele lugar.

Pixel art mostrando personagem de cabelo azul e calça amarela ao lado de veículo policial futurista com janelas azuis e palavra ‘POLICE’. Fundo traz cidade com prédios, árvores e céu em tons de roxo e laranja.
Visual bacana

Os chefões de cada fase (aliás, pouquíssimas) também são criativos no quesito visual. Mecanicamente são difíceis, beirando o injusto em certos momentos. Sem seleção de dificuldade e com continues limitados, há que se ter, por parte do jogador, um pouco de persistência e paciência. Isso não se pode dizer dos inimigos comuns encontrados ao longo das fases. Todos simplórios, em suas mecânicas e visuais, se limitam, em sua maioria, a objetos geométricos que disparam projéteis pela tela.

Não para por aí

Como dito, são poucas fases. Apenas cinco. Curtas e com poucos desafios, são apenas uma grande antessala antes dos chefões. E, embora com visual elogiado pelo pixelado charmoso, sofrem com uma falha. Os inimigos espalhados pelos cenários, ao serem derrotados, soltam uma grande quantidade de moedas que atrapalham a visão do que está acontecendo na tela. Na segunda fase, em que temos que derrotar várias esferas que saltam em uma espécie de elevador, prepare-se para perder várias vidas devido às moedas que cobrem quase todo o campo de visão. Falha que joga por terra o bom trabalho nos gráficos.

Cena em pixel art com personagem de cabelo azul usando roupa vermelha e amarela disparando grande projétil vermelho contra estrutura mecânica que explode em faíscas e detritos. Ao fundo, cidade futurista sob céu rosa e laranja.
Tiro e bomba

As músicas e sons apenas cumprem sua função. Não é uma trilha que ficará na cabeça do jogador após o término do jogo.

Gun Crazy, dessa forma, acaba sendo uma experiência de não mais de uma hora, caso o jogador insista em terminá-lo. E, ao fazê-lo, não espere encontrar nada além do entregue no início.


Gun Crazy
Ritual Games, GrabTheGames

 Visual pixelado muito bem trabalhado.
 Chefes visualmente criativos.
 Conteúdo limitado, ausência de história e inimigos simplórios.

 Gun Crazy entrega uma ação direta e crua, mas tão enxuta que se aproxima mais de um protótipo do que de um jogo completo.

Jogado no PC via Steam

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